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17/07/2017
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Franquia por necessidade
Por: Lucien Newton
Fonte: Sem fonte

Os efeitos da crise econômica incluem o corte de investimentos e de funcionários, obrigando os brasileiros sem ocupação ou que foram demitidos a buscarem alternativas para garantirem renda e, muitas vezes, a própria sobrevivência. Nesse contexto, tornar-se um empreendedor tem sido uma das opções para retornar ao mercado.

O fenômeno é chamado de empreendedorismo por necessidade e vem crescendo no Brasil nos últimos anos, com um olhar diferenciado entre os 12 milhões de brasileiros que encerraram 2016 sem ocupação formal, conforme dados do IBGE. Nunca foram abertas tantas empresas como em 2016, segundo dados do Serasa Experian.

A Feira do Empreendedor desse ano deixou claro, mais uma vez, que somado à necessidade, o brasileiro tem o desejo de montar a própria empresa, cenário que dados do Sebrae já revelaram. A instituição patrocinou a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2015, apontando que, quatro em cada dez pessoas no Brasil já têm uma empresa ou estão envolvidos com a criação de uma. Muitos desses empreendedores optam por explorar o franchising que, na Feira, ganhou um espaço especial, por ser considerado um filão em ascensão no mercado nacional.

Mesmo com a pequena diminuição do número de redes brasileiras de franquias em operação e com algumas projeções de instabilidade econômica para 2017, existem muitas pessoas desejando serem franqueadas e outras querendo transformar sua marca em uma franqueadora.

Micronegócio

O que se observa é um movimento em direção ao crescimento das redes com menor investimento, as chamadas microfranquias, que têm valores atrativos de até R$90 mil e modelos de negócio tão desenvolvidos quanto as grandes redes.

Entretanto, entrar no universo do franchising não é um processo tão simples. O franchising tem as suas especificidades, e a gestão do negócio exige um olhar diferenciado em relação a um empreendimento convencional. Se, por um lado, as franquias possuem dados históricos e modelos testados, por outro, deve-se, antes de tudo, planejar, estudar o mercado, traçar uma rota e objetivos, até mesmo para quem já está familiarizado com o  empreendedorismo. 

Outro estudo do Sebrae mostra que o principal motivo da quebra de empresas no Brasil é justamente a falta de planejamento, e no franchising, não é diferente.

O mercado de franquias conta com mais de 3.000 marcas e, para acertar na compra, é necessário entender o funcionamento do sistema de franquias, estudar a estrutura da marca, ter conhecimento sobre o que envolve o funcionamento da empresa, avaliar documentos jurídicos e montar um bom planejamento para o negócio.

Conversar com outros franqueados e ex-franqueados também auxilia no processo de escolha, pois dá um panorama mais assertivo em relação à franqueadora e em relação à operação daquele negócio.

Mesmo quando o objetivo do empreendedor é expandir a marca por meio de uma rede de franquias, também são necessários alguns cuidados. Um dos pontos a serem observados é a lucratividade. É vital que o negócio gere retorno financeiro significativo para garantir o crescimento do sistema. O empresário deve dominar completamente a operação e ter conhecimento e experiência para suportar ao franqueado na gestão do negócio, principalmente, compreender que é necessário compartilhar o segredo do sucesso com os franqueados.

Apostar no franchising é uma excelente opção para quem pretende fugir de mais um ano difícil da economia brasileira.